Milha XXXI

A milha XXXI, entre o Bico da Geira e a Volta do Covo, foi integralmente sobreposta pela estrada florestal, contando atualmente com 1350 m de extensão, num perfil altimétrico com uma ligeira subida, mas regular.

É na zona do Bico da Geira que se conservam alguns dos mais interessantes vestígios da via romana, designadamente o pavimento lajeado que faz a passagem a vau do Ribeiro de Padredo, pedreiras com vestígios de

extração antiga de blocos graníticos, que se admite terem servido para produção de miliários, sendo evidentes planos em negativo e marcas de cunhas, e um relevante conjunto de 17 miliários, que sinalizam o início da milha. 

Seis desses miliários são anepígrafos, estando os restantes onze dedicados a Tito e Domiciano (80 d.C.), Adriano (119 d.C.), Caracala (213 d.C.), Décio (250 d.C.), Probo e Caro (282 d.C.), Caro e Carino (283 d.C.), Numeriano (283-284 d.C.), Constantino I (307-337 d.C.), Constantino II, Constâncio e Constante (337-340 d.C.), filhos de Constantino (337-364 d.C.) e Graciano (367-383). 

 

Neste conjunto, releva o raro miliário dedicado aos filhos de Constantino, com restos de pintura, atualmente depositado no edifício de Centro de Recuperação de Aves do PNGP.